Senado volta a discutir doença falciforme

Mesa da audiência

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado promoveu na última quinta-feira, 27, uma audiência pública para discutir a doença falciforme no Brasil. Foram convidados os 27 secretários de Saúde. A FENAFAL foi representada no evento pela sua coordenadora regional Ana Palmira Soares dos Santos.

“Na sua fala a ministra Luiza Bairros enfatizou a necessidade de estreitamento de relações para promoção de ações conjuntas entre a SEPPIR e Ministério da Saúde. Ela declarou o compromisso da Secretaria para ações que promovam o fortalecimento das políticas públicas voltadas às questões das pessoas com doença falciforme”, relatou Palmira.

A senadora Marta Suplicy, (PT-SP), acredita que os municípios têm condições de adotar o exame sem dificuldades. Para Suplicy, a implantação dos programas de atenção integral às pessoas com a doença falciforme é algo que não acarreta em um custo enorme para os municípios e que a diferença é muito grande. “São vidas que serão preservadas”, destacou.

O Secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Domício Arruda, noticiou a realização do teste do pezinho naquele seu estado e o fornecimento permanente de Hidroxiuréia, colocando inclusive que foi notificado pelo Ministério Público, através de uma ação da associação de pacientes do estado.  Arruda lembrou que em Natal já se faz transplante de medula óssea e salientou a necessidade de melhoria no processo de compras de medicamentos visando a agilidade.

Senador Paulo Paim exibe noticiário sobre atendimento de paciente

A médica Margareth Baldegan, gerente de hematologia do GDF e médica do Hospital de Base de Brasília, salientou a necessidade de enfretamento nas ações que promovam o atendimento primário das pessoas com doença falciforme, a questão de melhoria no atendimento de urgências e emergências e a questão da necessidade de lei federal para concessão de passe livre para pessoas com doença falciforme.

“Tivemos a oportunidade de colocar aos presentes e aos espectadores da TV senado a amplitude de nossa Federação com 43 associadas nas 05 regiões do País, enfatizando sobre nosso foco na promoção da saúde, tendo como fator dificultador o racismo institucional e a invisibilidade histórica da doença provocada pela afrodescendência e a questão social da doença. Apresentamos também nossa inserção junto aos conselhos nos níveis municipais, estaduais e federal, bem como as participações nos grupos de trabalho nos ministérios.  Também foi dado ênfase nas nossas ações educativas”, informa Ana Palmira.

Ela relata também que Elvis Magalhães, coordenador-geral da ABRADFAL, colocou sobre sua história de vida, suas lutas pessoais e familiares, e sua vitória com o transplante de medula, enfatizando sempre a necessidade de atenção permanente que as pessoas com doença falciforme necessitam ao longo de suas vidas.

A ausência dos demais secretários estaduais exibe, tristemente, o descaso que os gestores públicos têm com esse problema tão grave da saúde pública nacional.

A ministra Bairros defendeu trabalho conjunto da SEPPIR e do Ministério da Saúde

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