Grupo de assessoramento faz última reunião do ano

28 de setembro de 2010

 

Momento de discussão em Belo Horizonte (foto: Dalmo Oliveira)

 

O Grupo de Assessoramento em Doença Falciforme do Ministério da Saúde realizou seu segundo e último encontro no último dia 28, no Hotel Nacional Inn, em Belo Horizonte (MG). A partir das 9h, a coordenadora do Programa Nacional, Joice Aragão, abriu a reunião dando informes dos ausentes. Cerca de 50% dos assessores não puderam comparecer. Ela falou em seguida sobre o congresso Hemo 2010 (http://www.hemo2010.org.br/), que vai ocorrer no mês de novembro em Brasília (DF). Segundo Joice, haverá um pré-congresso no dia 5 de novembro só sobre DF, aproveitando as comemorações dos 100 anos do primeiro diagnóstico da doença. No dia 8, haverá uma mesa sobre atenção básica.

Em seguida, Joice relatou ainda dificuldades de consenso com setores da saúde no estado de São Paulo, a exemplo do protocolo para o quelante Deferasirox. Ela disse que o Ministério tem recebido críticas destes setores por conta do intercâmbio internacional com países africanos.

José Nélio (Nupad/UFMG) diz que é inegável o acúmulo que EUA tem em DF. Ele informou que Brasil recebeu recentemente três especialistas americanos, que visitaram Hemorio, Minas e Bahia, durante a realização do último Congresso de Triagem. No início de novembro vai ocorrer um evento na cidade de Atlanta sobre saúde pública em DF, onde convidados brasileiros deverão participar. O evento é promovido pelo CDC, que têm bom acúmulo em vigilância epidemiológica. Representantes da SEPPIR fizeram contato com os visitantes americanos, para avançar cooperação em promoção da igualdade racial entre os dois países. Ele lembrou a ida de uma missão brasileira aos EUA recentemente, em que o coordenador-geral da FENAFAL, Altair Lira, participou.

Joice informou ainda sobre a parceria com Ghana, no sentido de ampliar triagem neonatal naquele país. Ao Brasil foi solicitado um modelo de planta padrão para um hemocentro. O Ministério das Relações Exteriores aprovou um projeto de US$ 13 milhões para esse fim.

Em seguida foi discutido o encontro de programas das capitais do sudeste, que, segundo Joice Aragão, serviu para dar um gás no programa de Vitória (ES). Ela revelou que o Secretário municipal de saúde da capital capixaba não implanta programa por receio de uma “invasão” da periferia. Joice ressaltou a importância da participação da diretora da FENAFAL, Nilcéa Gomes (APROFE), que esteve em Vitória e intermediou o diálogo das associações locais com o poder público.

Para  Nélio, cidades e estados que puderem montar centros de referência, que montem, “mas não pode se abandonar a atenção básica”, diz. Segundo Tereza Fonseca (Centro de Referência em Doença Falciforme de Itabuna), no sul da Bahia os medicamentos básicos para DF não chegam nos PSFs. “O ácido fólico é destinado apenas às gestantes”, informa.

Depois Joice deu informe sobre adoção de hidroxiuréia liquida para crianças a partir de 1 ano e meio. Ela asseverou que não há relato de morte súbita pelo uso do medicamento. Ivan Ângulo (Hemocentro de Ribeirão Preto), relata que tem usado em crianças a partir de 25 quilos. Lá o uso do medicamento para pacientes de DF é feito desde 1999. Foi ressaltado pelos especialistas que o uso deste medicamento pode ocasionar prolongamento de eventos de sequestro esplênico nas crianças até os sete anos de idade. Dalmo Oliveira (FENAFAL/ASPPAH) mencionou a morte súbita (cirrose medicamentosa fulminante) de um jovem em João Pessoa (PB) depois de tomar apenas quatro capsulas de 10mg cada. Ele quis saber quais os laboratórios que fornecem a droga para o SUS.

Outro assunto foi sobre doppler transcraniano. Joice informou que foi formalmente solicitado que o procedimento seja inserido na tabela SUS para serviço ambulatorial. “Anteriormente ele era usado apenas para confirmação de morte cerebral, e apenas para pacientes internados”, diz Aragão. Ela informou também que foi assinado recentemente projeto de capacitação em doppler transcraniano no hospital Albert Einstein. Hoje esse tipo de capacitação acontece no Rio, SP e Paraná.

Foi informado que o Simpósio 2011 será mesmo em Fortaleza (CE), estando garantidas 40 vagas para representantes do controle social.

 

Dr. Ivan falou sobre disseminação mundial da talassemia (foto: Dalmo Oliveira)

 

Em seguida, o médico Ivan L. Ângulo fez uma rápida palestra sobre Talassemia. Ele disse que a mutação européia começou a migrar para o Mundo Novo no início do século 19. Angulo lembra que, em saúde, o Brasil gasta R$ 150/ano com cada cidadão. Segundo ele os portadores de Beta-talassemia, são cerca de 250/ano na América Latina. Ele citou a ONG Orpha (Orpha.net ) que luta para que laboratórios não descartem medicamentos destinados a pacientes de doenças raras. Ele defende que a Talassemia, no nível de programa nacional do Ministério da Saúde, deva ficar numa secretaria junto com outras doenças raras, como a Doença de Gouchê, que registra apenas 500 pessoas no Brasil. José Nélio disse que gosta da solução americana, onde as doenças do sangue ficam agrupadas num mesmo departamento.

No período da tarde houve uma prolongada discussão sobre os programas de triagem neonatal. Hoje seriam oficialmente 17 estados na fase 2. Helena Pimentel (APAE-BA) revelou que a cobertura na Bahia só alcança 86%. Nélio acha que triagem tem que sair da marginalidade no SUS e nos programas de atenção às pessoas com DF. “De 2001 pra cá o programa de triagem estancou”, comentou. Ele falou da defasagem de preços para o teste de hemoglobina na tabela do SUS, que custa R$ 6,00, enquanto que o kit custa até R$ 12. Nélio diz que classificar variantes de hemoglobinopatias é um processo complexo. Ele ressalta que o modelo de relatório é o mesmo há quase 10 anos, gerando estatísticas pouco confiáveis. Há um consenso no Grupo de que o acesso aos dados da triagem neonatal é complicado, sendo centralizado pelo setor responsável em sistematizar isso dentro do MS. Nélio disse que em Minas o programa ameaçou fechar, porque não havia recursos para gestão. Disse que são cerca de 5 mil crianças acompanhadas em MG. Na APAE de Salvador, são 2 mil crianças acompanhadas. Helena acha que são os municípios que têm que assumir acompanhamento das crianças pós-triadas. Em Rondônia está sendo feito acompanhamento e ministrando ácido fólico em pessoas com traço falciforme, Para Joice está havendo uso inadequado de recursos.

Maria Cândida (Secretaria de Saúde de Salvador)  lembrou que não há indicadores de avanço da cobertura da triagem, que precisam ser estabelecidos para que o Programa seja aprimorado. Teresa Cardoso também defendeu criação de um sistema de re-avaliação da triagem, colocando indicadores. Ela ressaltou que, em Itabuna, 400 crianças já foram atendidas por ela, mas que hoje não sabem como está o acompanhamento destas crianças. Joice lembrou que hemofílicos usam muito Ministério Público para fazer valer seus direitos. Miranete disse que é preciso sair de uma posição de passividade, rever os papéis nas três instâncias. Disse que os laboratórios em PE precisam passar por um processo de informatização. Joice disse que, em relação à triagem, a coordenação nacional do Programa de DF está impotente para destravar os gargalos atuais. Joice acha que falta comprometimento das equipes no NE. Ela disse que o MS têm um ranking de qualidade dos hemocentros. “A Paraíba sabe que está lá embaixo nesse ranking”, diz Joice. Ela diz que o MS não tem como intervir nos estados e municípios porque todos os procedimentos estão previstos na tabela SUS. Não há como cortar os recursos: se o estado quiser implementar os serviços, os recursos estão disponíveis na rede.

Depois de uma série de comentários, chegou-se ao consenso de que se faz necessário aperfeiçoar programas e atualizar portaria 822. Nélio lembrou que o GA tem caráter apenas consultivo, mas defendeu elaboração de um documento para ser entregue à Coordenação de Sangue e Hemoderivados, registrando todas as preocupações com a triagem neonatal em DF.

Em seguida, foi feita uma discussão sobre o caso do óbito de criança de 9 meses no Rio. Joice disse que são três serviços fazendo triagem: APAE, Hemorio e PMRJ. O serviço da PMRJ fechou há 4 anos e deixou várias amostras positivas sem notificação. Disse também que a APAE-RJ tem uma situação de pré-falência. Joice disse que foi ao Rio averiguar de perto o ocorrido e acabou constatando que a falha ocorreu no sistema de marcação de consulta da APAE-RJ. Ela disse que o MP já está investigando o caso.

Em seguida foi pensado um calendário para 2011. A 1ª reunião do GA deverá ocorrer entre abril e maio, com pauta sugerida coletivamente. Joice disse que a triagem ainda é prioritária nos estados que não implantaram fase II, que hoje ainda são dez em todo o país. Comentou-se rapidamente que no segundo semestre do próximo ano, o Simpósio de Doença Falciforme ocorrerá no Ceará. Segundo Joice, haverá 40 vagas para representantes do controle social. Também foi dito que no final da semana ocorreria mais um evento de mulheres com DF, em Brasília.

Ainda se tocou rapidamente sobre a Campanha dos 100 anos de DF. Miranete Arruda (Secretaria de Saúde do Recife) disse que os spots estão sendo usados em Recife nos sistemas de som nos ambientes da secretaria de saúde etc. E algumas emissoras comunitárias também estão divulgando no Estado. Dalmo informou que fez uma divulgação dos spots junto à Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO) e falou ainda a intenção de criar uma revista da FENAFAL de âmbito nacional, assim como de ter iniciado uma articulação no município de João Pessoa para criação de uma campanha de TV, com artistas locais.


Transplante de medula para pessoas com doença falciforme é discutido em congresso

23 de setembro de 2010

Elvis (de vermelho) deu depoimento sobre seu transplante

O coordenador da Associação Brasiliense de Pessoas com Doença Falciforme (ABRADFAL), Elvis Silva Magalhães, participou entre os dias 25 e 27 de agosto, em Porto de Galinhas (PE), do X Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO).  Ele participou do evento custeado pelo Ministério da Saúde  e esteve representando pessoas transplantadas com doença falciforme.

No dia 25 Elvis assistiu à palestra “Quando o Transplante Deve ser Indicado”, proferida por Jane Apperley (UK), que relatou experiências com TMO em Doença Falciforme nos Estados Unidos. “Aproveitei o momento das perguntas para agradecer aos membros do SBTMO seus esforços para incluir a Doença Falciforme entre as doenças passíveis de transplante;, especialmente a partir dos consensos de 2005 e de junho de 2009. Aproveitei para lembrar que neste ano completamos 100 anos de diagnóstico. Fiz um relato básico de o quanto é sofrível a vida de quem nasce com a doença falciforme, do aspecto social, o quanto avançamos e ainda temos que avançar”, diz Elvis.

Em seguida ocorreu uma discussão sob o título “Compreender para cuidar”, com as enfermeiras Denise Hélia de Lima (PR) e Terry Furlong (EUA). Segundo Elvis, a palestra teve como tema o papel imprescindível das enfermeiras no cuidado de pacientes que são submetidos ao transplante. “Falou-se sobre as questões físicas e psicológicas e do autocuidado que deve ser reforçado”, lembra.

Na sequência, ocorreu mais uma palestra científica, com o tema “Presente e futuro do transplante nas hemoglobinopatias”, com o médico Vanderson Rocha (FR), do Hospital Saint Louis, em Paris, que tem uma experiência ampla quando se trata de TMO em Doença Falciforme. “Na França, estima-se que existam 150 pacientes que foram transplantados. Com 86% de resultados positivos”, diz o coordenador da ABRADFAL.

Outro momento importante do evento teve como tema “Resultados do Transplante na Doença Falciforme no Brasil e no Mundo”, com a médica Belinda Simões (SP), e “ Transplante em Hemoglobinopatias”, com Marcelo Pasquini (EUA). Belinda Simões é médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com doutorado na Alemanha,e grande defensora da ampliação do TMO em doença falciforme. “Ela expôs em sua fala os casos de sucesso dos transplantes realizados em Ribeirão Preto e questionou o porquê da recusa da Coordenação de Transplantes do Ministério da Saúde em relação à ampliação do número de TMO em Doença Falciforme”, relata Elvis.

No dia 26 ocorreu uma painel com o tema “Transplante de medula óssea alogênico em anemia falciforme: uma opção pela cura!”, em que, mais uma vez, a Dra. Belinda Simões expõem os casos de TMO em Doença Falciforme. Ela falou ainda sobre outras experiências em outros países, discutindo sobre em que situações deve haver a indicação e relatando os critérios europeus para o transplante. Relembrou também os 100 anos do primeiro diagnóstico da doença falciforme.

“Aproveitando a pausa para as perguntas, relatei minha experiência antes e pós-transplante e o quanto minha vida mudou nestes últimos cinco anos e fiz mais uma vez um pedido aos médicos presentes, que, ao voltarem para as suas cidades e seus hospitais, olhem com carinho para as pessoas com doença falciforme e tentem identificar, entre eles, aqueles pacientes que possam ser indicados para o TMO”, relata Elvis.

O evento ainda abordou questões como “ QUALIDADE DE VIDA NO CONTEXTO PÓS-TRANSPLANTE” e “REORGANIZANDO A VIDA”, que enfocaram a mudança de vida para aquelas pessoas com doença falciforme que fazem transplante. “ No meu caso, tenho feito e vivido coisas que jamais imaginei!”, reforça o ativista brasiliense.

No dia 27  o evento discutiu a formação das redes e bancos de cadastro nacional de medula óssea, com palestras de Silvia Barbosa Dutra Marques (RJ) e Iracema Salatiel (RJ). Segundo Iracema Salatiel, existem hoje, no Brasil, um milhão e quatrocentos mil possíveis doadores de medula óssea. “Acho que nós, como associações, devemos apoiar as campanhas de doação de sangue e medula óssea em nossos estados e em nossas cidades, mesmo que jamais precisemos deles”, comenta.

Elvis diz que aproveitou os intervalos para trocar experiências com representantes da Amigos da Medula Óssea (AMEO), cujo site é www.ameo.org.br. “No dia 27, véspera do termino do SBTMO 2010, enviei uma carta da FENAFAL assinada por Patrícia Silva (ACFAX) e Altair Lira (ABADFAL), na qual fazem um relato sobre a federação e quantas associações fazem parte dela e aproveitamos para agradecer a esta sociedade seus esforços pela inclusão da doença falciforme nos TMO em todo o país”, diz Elvis.

“Sei que num país que carece de maior ampliação nas políticas públicas voltadas para as pessoas com doença falciforme no que se refere ao atendimento primário, parece estranho em um primeiro momento pedir para que as pessoas com doença falciforme sejam  incluídas em um procedimento de alta complexidade. Por isso, acho necessário esclarecer que quando se fala em TMO para doença falciforme, estamos falando para aqueles pacientes que não respondem às terapêuticas oferecidas, que sabemos o quanto tem sido benéficas para a maioria deles. A pergunta que fiz e faço é: O que faremos pelos que não respondem ao Hydrea e outros? O que diremos a estas pessoas? O TMO é, hoje, a única opção de cura”, conclui .

“Falar e discutir com a comunidade científica sobre transplante é algo muito importante, haja visto os benefícios que obtive após o TMO. Sei que não é um trabalho simples ampliar este procedimento para outros, mas percebo que barreiras são quebradas quando exponho minha experiência. Quando cheguei em Ribeirão Preto para o TMO, existia um certo receio de que não desse certo. Com o apoio que sempre tive de meus amigos e família, eu sabia que não havia nada a temer. Hoje torço por um país que continue reconhecendo e valorizando as pessoas com doença falciforme. Com apoio mútuo, não teremos nada a temer. Sabemos que as associações são a ponta de lança nesta luta pelas melhorias destas pessoas”, finaliza Magalhães.


Voz dos povos discute doença falciforme no Rio de Janeiro

17 de setembro de 2010

Motta: Referência na promoção da igualdade racial no Rio (foto: Dalmo Oliveira)

O coordenador da ANDF e diretor da FENAFAL,  João Fernando, participou no último dia 13 de uma reunião do Fórum a Voz dos Povos. Ele destacou a fala da atriz Zezé Motta, Superintendente de Igualdade Racial da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, que teria mantido contatos com a produção do programa da apresentadora Ana Maria Braga, solicitando uma matéria sobre doença falciforme, que teria sido descartada sob a alegação de que “a Doença não tem o perfil do programa”. Motta ressaltou, porém que ocorreram mudanças na direção do programa e que o novo Direto, Jorge do Espírito Santo, parece ser mais sensível à demanda.

Zezé Motta também teria feito contato com a produção do Fantástico, mais precisamente, com produtores dos quadros do Dr. Dráuzio Varela,  que se mostraram interessados no enfoque da campanha dos pelos cem anos do diagnóstico da doença. Segundo João Fernando, foram feitas entrevistas com o médico especialista Paulo Ivo, da UERJ.

“A Zezé continuou falando das Comunidades Quilombolas no Estado do Rio, muitas estão sem acompanhamento médico. Já em outras comunidades esta sendo implementado tele-salas para os jovens da  comunidade se capacitarem e ter uma profissão”, acrescenta João Fernando.

Ele lembrou ainda a participação do médico Ely Martins, apoiador da ANDF e membro do Conselho Estadual de Saúde, que informou à plenária que, dos 92 municípios fluminenses, só 76 tem programas de atenção confirmados pela Secretaria de Saúde do Estado.

João Fernando falou das dificuldades com os gestores de saúde em cobrar 100 por cento do programa de DF no Município e Estado do Rio, e deu um informe da doença a nível nacional. “Teve várias perguntas, como o descaso da morte da menina Sophia, e também várias comunidades quilombolas querem mais atenção com a saúde dos mesmos. Me comprometi em estar levando a reivindicação junto ao Conselho Estadual de Saúde. As comunidades indígenas fizeram solicitação semelhante e disseram que a FUNAI, não está nem aí para a saúde deles”, acrescentou o diretor da FENAFAL.

“Já o Sindicato dos pescadores, solicitou uma visita nas colônias dos mesmos, e fizeram uma grave denúncia de que a Petrobras não está permitindo a pesca próxima às Balsas e às plataformas da Estatal, com casos de intimidação com segurança armada”, relata o ativista.


Rádios comunitárias reforçam campanha dos 100 anos da doença falciforme

13 de setembro de 2010

Dalmo explica proposta da campanha durante congresso da ABRAÇO-PB (foto: Fabiana Veloso)

Emissoras de rádio comunitárias de todo país estão sendo convocadas a aderir à campanha em comemoração aos 100 anos do primeiro relato da doença falciforme no mundo. Através da internet, radialistas comunitários vinculados à Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO), receberam relises e spots de áudio, produzidos pela Diretoria de Comunicação da FENAFAL e pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde.

Segundo o jornalista e diretor de Comunicação Social da FENAFAL, Dalmo Oliveira, as rádios comunitárias são uma excelente alternativa de divulgação, uma vez que atingem as pessoas diretamente nas comunidades. Oliveira, que é também coordenador da ABRAÇO na Paraíba, distribuiu o material informativo através das listas de discussão que a entidade mantém na internet, onde estão cadastradas mais de 500 lideranças do movimento de rádios comunitárias.

No final do mês passado, o ativista distribuiu cópias em CD dos spots de áudio, produzidos pelo Ministério da Saúde, com radialistas que participaram do 6º Congresso Estadual da ABRAÇO na Paraíba. “Pelo menos dez emissoras se comprometeram a colocar no ar a campanha sobre a doença falciforme. Nossa intenção é utilizar todos os meios de comunicação disponíveis para tentar diminuir a invisibilidade da doença na sociedade brasileira”, diz Oliveira.

Os spots também podem ser baixados diretamente da internet através do seguinte link: http://www.4shared.com/dir/P2pByoLL/sharing.html



Vitória sedia encontro de capitais do sudeste sobre doença falciforme

10 de setembro de 2010

Nilcéa representou FENAFAL


A diretora de parcerias e captação da FENAFAL, Nilcéa Alves Gomes Silva, participou nos dias 16 e 18 de agosto, na cidade de  Vitória (ES), do 1º Encontro de capitais do sudeste em Doença Falciforme. Ela relata que estiveram presentes neste evento, médicos, profissionais de PSF, Enfermeiras, representantes de Universidades, Gestores, Ministério da Saúde e representantes da Sociedade civil.

O evento contou com a presença de Joice Aragão de Jesus, coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, que deu boa vindas aos presentes. O Secretário Municipal de Saúde de Vitória ressaltou a importância do evento na cidade, que atraiu representantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Segundo Nilcéa, Joice fez uma fala sobre a importância do evento em Vitória para as pessoas com Anemia Falciforme da região. “Os mesmos participaram falando da importância das apresentações de outros estados, para saberem de como está a implantação do programa em seus estados e cidades, fortalecendo mais o trabalho que o ministério da saúde vem fazendo”, diz a diretora.

Ela disse que a associação de Vitória expôs suas preocupações e cobranças . “No final Drª Joice falou que, dos Estados da região Sudeste, Minas Gerais está mais organizado, Rio de Janeiro também, mas algumas médicas presentes ressaltaram a falta de união da sociedade civil e que devem trabalhar mais juntas. Em São Paulo falta entrosamento das Secretarias Estadual e Municipal com o Ministério da Saúde”, comenta Nilcéa.

Valdete Ferreira, representando a Secretaria Municipal de Vitória, fez apresentação de como esta o programa de Doença Falciforme na cidade. “Por fim, toda ajuda será dada para a cidade de Vitória, para tentar melhorar a qualidade de vida das pessoas com doença falciforme. Foram bem valiosas as trocas de informações e sendo assim as coisas poderão andar cada vez mais em relação à Doença Falciforme”, diz a ativista paulista.


Diretor da FENAFAL participa de evento sobre saúde do homem

7 de setembro de 2010

Uma das atividades do evento que João Fernando participou (foto: Instituto Papai)

O Coordenador Geral da Associação Niteroiense de Pessoas com Doença Falciforme e diretor de Políticas Públicas da FENAFAL, João Fernando G. Abreu, participou, no período de 01 a 04 de setembro, em Recife, do 6º Seminário de Saúde do Homem e Políticas Públicas.

Ele relata que já na abertura foi feito o lançamento de vários livros, falando da temática do evento, que foi realizado pelo Instituto Papai. “Conversando com os organizadores do evento, consegui que o material da FENAFAL fosse colocado junto com os da instituição organizadora. Falando dos cem anos da doença falciforme, eles se sensibilizaram com a causa, e ficaram muito interessados em saber mais da patologia”, comenta Abreu.

Segundo os coordenadores do Instituto Papai, o maior problema é que os homens não vão aos médicos especialistas, em saúde do homem por puro preconceito. “Comentei que no Rio as pessoas estão querendo ir ao especialista, mas os médicos urologistas são raros na rede pública estadual que só paga mil e oitocentos reais, enquanto alguns municípios oferecem salários de até quatro mil”.

“O Instituto Papai pode estar sentando com a Federação para conversarmos sobre essa problemática da DF, eles tem experiência com a saúde do homem mais não tem na questão da DF. Bom aprendi, bastante com esse evento, de tudo um pouco. Sem contar com a hospitalidade das pessoas que estavam no evento”, diz João Fernando.

Ele disse ainda que foi procurado por pessoas interessadas, em organizar um movimento em naquele Estado. “Passei para essas pessoas o contato das associações de Pernambuco e da Paraíba”, diz o diretor da FENAFAL.


UBERLÂNDIA PROMOVE SERMINÁRIO ABORDANDO DOENÇA FALCIFORME

6 de setembro de 2010

O Programa de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme e outras Hemoglobinopatias da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Uberlândia, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, realiza, no próximo dia 10 de Setembro, no Center Convention, o I Seminário de Doença Falciforme.

“Esta ação busca efetivar capacitações para profissionais na área da Saúde e Educação, assim como criar e apoiar projetos e eventos em parceria com outros Programas da Secretaria Municipal de Saúde, Secretarias de Cultura, Educação e Desenvolvimento Social”, diz Clenize das Graças Coelho Resende Borges, coordenadora do Programa. Ela acrescenta que ação é parte da “Agenda de Compromissos” da Secretaria de Saúde , como forma de interferir no indicador de saúde do município  relacionado à taxa de mortalidade infantil e materna associadas com eventos relacionados com a doença falciforme.

Outras informações e inscrições estão disponíveis pelo site: http://www.uberlandia.mg.gov.br/noticia.php?id=6299