Saúde promove diversas atividades para discutir sobre a Doença Falciforme


Começa nesta quarta-feira (25), a II Semana Municipal de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, que termina na próxima sexta-feira (27). O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Saúde e acontece no Auditório Cícero Diniz e também nas escolas atendidas pelo Programa de Saúde Escolar (Programação abaixo). “A nossa intenção é promover uma ampla discussão sobre o assunto, disseminar informações, desmistificar o tema e atualizar os conhecimentos técnicos no processo de atendimento às pessoas”, explicou a coordenadora do Programa de Atenção Integral às Pessoas com a Doença Falciforme, Clenize Resende.

Para a semana foram programadas diversas atividades. Serão palestras, debates, apresentações teatrais e exposições de trabalhos feitos com os alunos sobre o assunto. “A semana permite uma ampla discussão sobre a doença. O programa tem a responsabilidade de fazer com que estas informações cheguem de maneira direta e descomplicada a toda população, reduzindo a morbimortalidade e melhorando da qualidade de vida das pessoas com a falciforme”, explicou.

Ainda de acordo com a coordenadora, um em cada 1.400 testes realizados no estado de Minas Gerais aponta a doença e, um a cada 23 mostram o traço falciforme. “O envolvimento e a interação das famílias com a equipe do programa municipal auxilia e minimiza os eventos associados a doença“, detalha.

O que é doença Falciforme?
A Doença Falciforme é uma doença hematológica hereditária com maior prevalência no mundo após ter sido disseminada com a migração criminosa de escravos negros para as Américas e Europa. É um problema de saúde que afeta, em sua maioria, a população afro-descendente em todo mundo.

É causada por uma modificação (mutação) no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina A, produz uma hemoglobina chamada S. Se uma pessoa recebe um gene do pai e outro gene da mãe, que produzem a hemoglobina S, ela possui um padrão genético chamado SS, causador da doença falciforme.

Nas pessoas com doença falciforme as hemácias, em determinadas situações, assumem a forma de “meia lua” ou “foice”, daí o nome falciforme. Assim, as hemácias não oxigenam o organismo de maneira satisfatória, porque têm dificuldade de passar pelos vasos sanguíneos, causando má circulação, muitas dores e diversos outros problemas.

As pessoas com doença falciforme (SS) apresentam sintomas muito diversificados. Enquanto algumas podem apresentar sintomas brandos, outras, em sua maioria, têm sintomas graves (como crises de dores ósseas, dores na barriga, infecções repetidas), podendo levar à morte.
O que é traço falciforme?

Se uma pessoa receber de um dos pais o gene para hemoglobina S e outro gene para hemoglobina A, ela não terá a doença, e sim o traço falciforme (AS). Portanto, essa pessoa não precisa de tratamento porque a doença não se desenvolverá. Caso tenha filhos ou filhas com outra pessoa que também herdou o traço, existe a possibilidade de ela ter uma criança com doença falciforme (SS).

Programação:

25/11

8h – 8h30 – Credenciamento, Apresentação cultural – Grupo Intervalo: flauta e percussão, Café da manhã

8h30 – 9h – Abertura oficial

9h – 9h20 – Programa Municipal para doença falciforme com Clenize das Graças Coelho Resende Borges, Coordenadora do Programa de atenção integral às pessoas com doença falciforme/Secretaria Municipal de Saúde – Prefeitura de Uberlândia –SMS/PMU

9h20 – 9h40 – Triagem Neonatal no Estado de Minas Gerais com Roberto Vagner Puglia Ladeira, Coordenador do Laboratório de Triagem Neonatal – Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico – NUPAD/UFMG – BH

9h40 – 10h – Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias – CEHMOB

Drª Milza Cintra – Supervisora Técnica – CEHMOB/BH

10h – 10h20 –Tratamento ambulatorial da pessoa com doença falciforme com Dr. Adilson Botelho Filho, Gerente Técnico – Hemocentro Regional de Uberlândia – Fundação / Hemominas

10h20 – 10h40 – Aspectos cotidianos do atendimento de urgência na doença falciforme com Dr. Lino Antônio Raimundo Lopes, Cirurgião geral e Coloproctologista – Universidade Federal de Uberlândia – UFU

10h40 – 11h – Controle social em doença falciforme de Minas Gerais com Ana Palmira Soares dos Santos, Presidente da Federação Mineira das Associações de Minas Gerais FEMIDFAL – Uberaba/MG

11h00 – 11h30 – Debate com os palestrantes

11h30 – 11h50 – Apresentação teatral  “Arte sobre rodas”

12h – 13h30 – almoço

Mesa redonda:  Doença falciforme e os níveis de cuidados

Coordenação: Drª Carolina Pirtouscheg

Pediatra – Hemocentro Regional de Uberlândia / Fundação Hemominas

13h30 – 13h50 – Fatores emocionais na doença falciforme: comportamento, desempenho Intelectual e questões afetivas com Gizella Garcia Silva, Psicóloga – Hemocentro Regional de Uberlândia/Fundação Hemominas

13h50 – 14h10 – Orientação genética em doença falciforme

Ângela Ferreira Rocha, Bióloga – Hemocentro Regional de Uberlândia / Fundação Hemominas

14h10 – 14h30 – Acompanhamento oftalmológico em pessoas com doença falciforme, com Drª Silvana Terezinha Figueira Moya, Oftalmo pediatria  Hospital de Olhos Brasil Central – HOBC

14h30 – 14h50 – Cuidando da gestante com doença falciforme – Projeto Aninha com Drª Milza Cintra, Supervisora Técnica – Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias –   CEHMOB/MG

14h50 – 15h10 – Debate

15h10 – 15h30 – Coffee break

Mesa redonda: O contexto escolar e social da criança e do adolecente com doença falciforme. Coordenação: Marcela Maria Borges Leite, Psicóloga – Associação das Pessoas com Doença Falciforme de Uberlândia –   ASPDFU

15h30 – 15h50 – Atendimento odontológico para pacientes com doença falciforme com Linésia Antônia Leite Maciel, Cirurgiã dentista/ Hemocentro Regional de Uberlândia/Fundação Hemominas

15h50 – 16h10 – A importância da atividade física para a criança com doença falciforme com Profª Drª Patrícia Silvestre de Freitas, Diretora da Faculdade de Educação Física/Universidade Federal de Uberlândia –   FAEFI/UFU

16h10 – 16h30 – Atuação fisioterapêutica na doença falciforme com Profª Drª Célia Regina Lopes, Professora do Curso de Fisioterapia da Faculdade de Educação Física/Universidade Federal de Uberlândia – FAEFI/UFU

16h30 – 16h50 – A doença falciforme no Programa de Saúde Escolar com Maria Inês Miranda Pacheco, Coordenadora do Programa Saúde Escolar/Secretaria Municipal de Saúde – Prefeitura de Uberlândia – SMS/PMU

16h50 – 17h10 – Debate

17h30 – Encerramento

26 e 27/11

Atividades nas escolas atendidas pelo Programa de Saúde Escolar da Secretaria Municipal de Saúde.

 

 

Domitilla Gomes

23/11/2009

 

 

Secretaria Municipal de Comunicação Social

Av. Anselmo Alves dos Santos, 600, Uberlândia / MG

(34) 3239-2684 / 2441 / 2883

One Response to Saúde promove diversas atividades para discutir sobre a Doença Falciforme

  1. Leonice José Lucas Nascimento disse:

    Tenho um filho que é portador da anemia falciforme, hoje ele está com 15 anos,e está com dificuldades na escola, pois ano passado ele teve uma diarreia na escola e os colegas postaram o ocorrido no orkut , no Facebook e no msn. E hoje ou melhor este ano ainda eles lembram do que ocorreu. Gostaria de saber o que devo fazer com esta situação, pois até psicologo e neurologista eu procurei leva-lo. Gostaria de ajuda, pois ele já esta um a adolescente-infantil
    e por incrivel que pareça não conto com a ajuda do pai.

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