Quilombolas discutem saúde negra em Alagoas
16 16America/Recife janeiro 16America/Recife 2012Pessoas com doença falciforme formam associação no Pará
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| Escrito por Cassandra |
| Qua, 11 de Janeiro de 2012 07:56 |
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No próximo dia 16, de 8h às 12h, a Fundação Hemopa sediará assembléia geral para a constituição da Associação Paraense de Pessoas com Doença Falciforme (Apadfal), no auditório do hemocentro. A ação está sendo coordenada pelos pacientes portadores de anemia falciforme
Fábio Henrique Almeida da Conceição e Sônia Dias de Paiva, que pretendem reunir cerca de 100 participantes, entre pacientes e familiares.
Para o Ministério da Saúde (MS) essa é a doença hereditária com maior prevalência no Brasil. No Pará, o Hemopa presta atendimento ativo para 573 pacientes portadores de doença falciforme que se manifesta na maioria das vezes após os seis meses de vida do bebê, sendo o “Teste do Pezinho” a melhor forma de identificá-la. Atualmente, dos 27 Estados brasileiros, apenas 17 realizam este tipo de exame, entre eles, o Pará que está habilitado a fazer o diagnóstico precoce para a doença desde abril do ano passado, por meio da triagem neonatal. A doença falciforme é hereditária, transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez. A criança com anemia falciforme apresenta má-formação das hemácias, que se assemelham a foices. Esse tipo de anemia é predominante na população negra. Porém, como no Brasil há miscigenação de raças, é comum também encontrar pessoas de pele branca acometidas pelo problema. Segundo a hematologista Saide Trindade, quanto mais precoce o diagnóstico, mais chances de evitar as manifestações graves da doença. “Com isso, aumenta a qualidade de vida e a possibilidade de acesso a todas as opções terapêuticas”, comentou a médica, explicando que o primeiro passo é ir a uma unidade de saúde e solicitar o teste do pezinho nos primeiros sete dias de vida do bebê. Ela destaca que a Coordenadoria de Atendimento Ambulatorial da Fundação Hemopa é referência no Estado para o tratamento da doença falciforme, com disponibilidade de equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, pedagogas, odontólogos, fisiatras,fisioterapeutas e psicólogas
Aos interessados, no Pará, após a constatação da doença, a criança é encaminhada ao Hemopa para realização de novos exames. Em caso positivo, a criança é cadastrada na Fundação para iniciar o tratamento. As consultas ocorrem às quartas-feiras, às 13h, e às sextas-feiras, às 11h. Dados divulgados pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde, no Brasil nascem por ano aproximadamente 3.500 crianças com a doença falciforme. No mundo, estima-se que um total de 300 mil crianças/ano nasça com a doença (OMS). Serviço: O Hemopa espera por você na Tv. Padre Eutíquio, 2109, Batista Campos. Mais informações (91) 3242-9100 e 0800-280-8118 ou e-mail: hemopa@hemopa.pa.gov.br. |
Nossos cartões
24 24America/Recife dezembro 24America/Recife 2011Vídeo mostra aprovação de moção na 14ª Conferência Nacional de Saúde
20 20America/Recife dezembro 20America/Recife 2011O coordenador-geral da FENAFAL, Altair Lira, gravou imagens da plenária da 14ª Conferência Nacional de Saúde que aprovou moção de apoio à implantação de programas de atenção integral às pessoas com doenças falciformes nos três níveis de esfera pública (municipal, estadual e federal). A moção apóia ainda regulamentação de protocolos para transplantes de medula óssea para pessoas com esse tipo de hemoglobinopatia. Veja o vídeo clicando abaixo.
Conferência exige avanços no SUS para pessoas com doença falciforme
14 14America/Recife dezembro 14America/Recife 2011Dirigentes da FENAFAL que participaram da 14ª Conferencia Nacional de Saúde, ocorrida de 30 de novembro a 04 de dezembro, fizeram um balanço positivo da atuação da entidade no evento. “Acreditamos que fomos definitivamente vitoriosos em cada um destes pontos. Como citamos em outros momentos, a credibilidade conquistada pela FENAFAL, através, principalmente, do trabalho das associações nos seus estados nos garante uma ‘fluidez’ fácil e importante num ambiente de disputa politica, de espaço e visibilidade”, declarou o coordenador-geral, Altair Lira.
Segundo Lira, os representantes da entidade no evento definiram uma linha de atuação centrando esforços nos seguintes pontos: 1) Aprovação de moções; 2) Participação nos grupos e garantia de aprovação das propostas que tivessem vínculo direto ou indireto, inclusive de grupos vulneráveis politicamente e as propostas que fossem boas para o SUS; 3) Articulação com gestores governamentais presentes à conferência e 4) Divulgação sobre a doença falciforme e sobre os direitos das pessoas com doença falciforme.
“As moções para serem apresentadas ao plenário tinham que conter 293 assinaturas de delegados presentes. A moção da FENAFAL teve 692 assinaturas. Simplesmente coletamos assinaturas de 23,65% dos delegados, muitas delas praticamente sem que fizessem a leitura do texto, quando logo nos identificamos como sendo ‘da anemia falciforme’, as pessoas diziam que faziam questão de assinar nossa moção. Este número é importante também porque sabíamos que chegaríamos à plenária final com boa parte da plenária motivada para a nossa causa”, relata Altair.
O ativista afirma que todas as propostas relacionadas à causa da doença falciforme foram aprovadas nos grupos. “Nenhuma envolvendo anemia falciforme veio para plenário final, sendo aprovada nos grupos. Esta é mais uma comprovação de que a nossa participação não somente qualificou o debate, mas que temos um reconhecimento social perante nossas demandas”, disse.
Na interação com os gestores, Lira ouviu de fontes seguras do Ministério da Saúde, que no próximo ano o NUPAD deverá ser contratado para fazer uma espécie de “rastreamento” de todos os serviços de triagem neonatal do Brasil, fazendo uma detalhada avaliação dos mesmo.
Segundo Lira, começou a ser delineada uma parceria entre a Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde e a FENAFAL para garantir apoio a cursos, além de inserir a doença falciforme em outras áreas do Ministério, em articulação com a Coordenação de Sangue.
“Também tivemos com a Dra. Anhamona de Brito, da Secretaria de Politicas Afirmativas da SEPPIR, cujo teor versou basicamente numa recomposição da SEPPIR com a FENAFAL, levando a um melhor entendimento daquele Ministério sobre nossa demanda e também a força do nosso movimento muitas vezes negligenciado em detrimento de outros”, acrescenta o coordenador.
“Tivemos todas as vitórias acima descritas e até mesmo tivemos o nosso nome mencionado duas vezes na Tenda Paulo Freire, onde ocorria um debate sobre Saúde da População Negra e Racismo Institucional. Fomos reconhecidos primeiro como exemplo de atuação em rede e em nível nacional e, em segundo, que a nossa mobilização local fez com que viessem propostas de anemia falciforme de várias partes do país. Não descansamos em nenhum momento, distribuímos folders, cartões, articulamos com a sociedade civil, gestores e trabalhadores do SUS presentes”, pontua.
A seguir as proposta que beneficiam os usuários do SUS com a doença falciforme:
Proposta 17 - Redefinir os critérios para concessão dos benefícios (auxílio-doença etc.) ampliando e qualificando a equipe de avaliação ligada ao processo diagnóstico da Anemia Falciforme, Síndrome de Burnout, entre outras, bem como fiscalizar e efetivar os programas sociais existentes, expandindo e priorizando as regiões que não são beneficiadas.
Proposta 36 - Fortalecer a Política de Educação Permanente em Saúde nos Estados da Federação, com a participação das três esferas de governos, qualificando gestores, trabalhadores e equipes de saúde dos níveis de Atenção Primária á Saúde, de Média até à Atenção Hospitalar, a fim de promover melhorias no atendimento ao usuário, pautadas nos princípios e diretrizes do SUS e políticas de atenção prioritárias, tais como a promoção da saúde, humanização, doença falciforme. Este processo será coordenado pelas SES – Secretarias Estaduais de Saúde, consolidado em planos de educação permanente em saúde e efetivado por meio de Núcleos de Educação Permanente nos diversos pontos do Sistema Estadual de Saúde e promovendo a integração ensino-serviço.
Proposta 24 - Inserir o programa de Assistência Farmacêutica e acompanhamento farmacoterapêutico no SUS, realizado pelo farmacêutico como mecanismo de acompanhamento e avaliação da terapêutica, em particular em grupos de atenção especial à saúde, como idosos, crianças, pacientes portadores de doenças crônico-degenerativas, infecto-contagiosas e transtornos mentais, visando ao uso racional de medicamentos.
Proposta 21 – Exigir o cumprimento da Portaria nº. 1.737 de 19 de agosto de 2004 do Ministério da Saúde, que dispõe sobre o fornecimento de sangue e hemocomponentes no Sistema Único de Saúde – SUS. Fazer cumprir a RDC 151 de agosto de 2001 que em seu artigo 3º, inciso 5 dispõe sobre a coleta de sangue, vedando os bancos privados de realizarem coletas externas, sendo estas reservadas somente aos bancos de sangue públicos.
Proposta 8 – Garantir recursos financeiros para implementação de Políticas de Saúde destinadas a grupos populacionais específicos (camponeses, ribeirinhos, quilombolas, mulheres, indígenas, afro-descendentes, LGBT, idosos, pessoas com deficiência, anemia falciforme, albinismo e outras patologias), incluindo incentivo para compensações regionais e para municípios que recebem populações flutuantes.
Entrevista com a presidenta da ASPDOFT, Ana Maria Vieira
14 14America/Recife dezembro 14America/Recife 2011Brasileiros levam experiência com doença falciforme para evento internacional
29 29America/Recife novembro 29America/Recife 2011Especialistas brasileiros levaram suas experiências com a doença falciforme para mais um evento internacional. Desta vez foi em Guadalupe, onde ocorre um simpósio temático para a região do Caribe.
Na delegação brasileira estão presente o médico Paulo Ivo, coordenador do Programa de Atenção às pessoas com Doença Falciforme do Estado do Rio de Janeiro, e o odontólogo Tiago Novais, coordenador do Programa de Atenção às pessoas com Doença Falciforme da cidade de Camaçari (BA). A geneticista e bióloga Silma Melo também compõe a comitiva, além das técnicas Ana Margareth Gomes e Carmen Solange Franco, ambas da equipe do Programa Nacional do Ministério da Saúde.
FENAFAL terá representantes na 14ª Conferência Nacional de Saúde
29 29America/Recife novembro 29America/Recife 2011
Quatro representantes da FENAFAL estarão participando ativamente da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Além do diretor Administrativo-Financeiro, Nadir Francisco do Amaral, que é delegado-nato, por ser conselheiro nacional; Altair Lira, coordenador-geral, como membro-titular do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), João Fernando Gomes, diretor de Políticas Públicas e Nicéia Alves, diretora de Parcerias e Captação, estarão participando do evento na condição de convidados da Comissão Organizadora.
A Conferência, que se inicia nesta quarta-feira, 30, e vai até o próximo dia 4, tem como tema: “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro”. Os eixos norteadores das discussões serão:
“Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS”
- Política de saúde na seguridade social, segundo os princípios da integralidade, universalidade e equidade;
- Participação da comunidade e controle social;
- Gestão do SUS (Financiamento; Pacto pela Saúde e Relação Público x Privado; Gestão do Sistema, do Trabalho e da Educação em Saúde).

Escrito por Dalmo Oliveira 







